Não posso esquecer

O mapa mental do atendimento protetivo.

Uma página para revisar antes do plantão ou consultar rapidamente depois do curso.

As 8 etapas do atendimento

1
Acolher
Receber sem julgamento, com privacidade e acessibilidade.
2
Verificar risco
Identificar perigo atual ou iminente e acionar emergência quando necessário.
3
Registrar
Fonte, fatos essenciais, data, hora, providências e SIPIA.
4
Identificar direitos
Qual direito está ameaçado ou violado e quem tem dever de proteger.
5
Deliberar
Medida necessária, adequada, proporcional e individualizada.
6
Mobilizar a rede
Encaminhar, requisitar ou representar com objetivo, prazo e responsabilidade.
7
Acompanhar
Cobrar contrarreferência, verificar resultado e reavaliar risco.
8
Encerrar ou reabrir
Encerrar motivadamente quando o risco estiver superado; reabrir diante de nova ameaça.

Não confunda

ATO

Encaminhamento

Acesso ordinário a serviço, orientação ou avaliação.

ATO

Requisição

Serviço público necessário à execução da decisão protetiva.

ESCUTA

Revelação espontânea

Manifestação não provocada. Acolher, ouvir sem induzir e registrar fielmente.

ESCUTA

Escuta especializada

Atendimento protetivo realizado por profissional capacitado conforme o fluxo.

10 regras de ouro

A criança e o adolescente são sujeitos de direitos, não objetos do procedimento.
Risco imediato exige proteção imediata e registro imediato.
Pergunte somente o necessário; não produza revitimização.
Aplique medida com fundamento, proporcionalidade e participação.
Requisite a quem deve executar; não execute no lugar da política pública.
Decida colegiadamente e documente divergências.
Compartilhe apenas dados necessários e por canal seguro.
Acompanhe resultados; encaminhamento sem retorno não encerra o caso.
Recuse tarefas extralegais de forma técnica e cooperativa.
Transforme casos recorrentes em diagnóstico e incidência sobre orçamento e políticas.